Tuesday, 23 November 2010

Biscoito bicho-da-seda pra chá e café


Faz tempo que meu amigo Paulo Chanel me emprestou o velho caderno de receitas de sua tia Aurea, com recomendação especial aos biscoitos bicho-da-seda e canelinha de veado. Dei uma olhada, tirei xerox e devolvi. Nestes dias, arrumando os livros, encontrei o caderno e tive vontade de testar a famosa receita emblemática da família, especialmente porque já estaria com a máquina de carne em uso, já que usei para fazer linguiça. Pois é, antes dos modernos cortadores de biscoito, o modo mais fácil de molda-los era com a máquina de carne. Lembro de tia Tita fazendo biscoitos de amoníacos na máquina, sequinhos, com formato de palitos. Há uma peça específica para biscoitos. A minha comprei tem uns 30 anos, num brechó, sem ter a mínima ideia pra o que iria servir. Só há alguns anos vi o apetrecho pra vender no box 11 do Mercado da Lapa e descobri a utilidade. Mas quem não tem a peça, é só improvisar. Numa receita do mesmo bicho-da-seda que veio solta entre as páginas do caderno da tia Aurea, a recomendação é que use a peça de três dentes colocado ao contrário. A minha só tem uma peça com furinhos, que eu testei e dá pra fazer uns biscoitinhos diferentes, com cobrinhas.
Bem, a receita vem daquele jeito que é só pra família entender, mas como sou atrevida, fui imaginando que o pote de margarina tinha entre 400 e 500 g e que, óbvio, troquei por manteiga; que os 5 ovos eram dos pequenos e, portanto, fazendo meia receita poderia usar 2 ovos grandes; que não tinha muita função separar os ovos se as claras não são batidas em neve. E se são, não é dito. Também desobedeci esta coisa de misturar primeiro ingredientes molhados e depois os secos, pois quando faço biscoitos gosto de bater bem a manteiga com açúcar, fazer uma emulsão com os ovos e só então ir juntando os outros ingredientes. Ah, tive ainda que advinhar as colheres de especiarias. E as casquinhas de limão são por minha conta. De resto, tudo igual, Nicolau! E que delícia!


A peça que encaixa na máquina de carne. É só correr a régua pra mudar o formado dos biscoitos


A massa é macia e pode ser usada com outros tipos de moldes: abra a massa e corte com cortadores ou faça cobrinhas com as mãos ou use cilindro para biscoito

Duas voltas na manivela e é só cortar com uma faca. Simples assim

Na forma untada, deixando espaço entre eles

Depois de tirar a foto é que reparei que outra tia colaborou aqui, afinal estas xícara são presentes do amigo Luiz Horta, heranças da tia e da mãe confiadas a mim
Biscoitos Bicho-da-Seda. Baseados na receita do caderno de Áurea Deodato de Carvalho
200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente, mas ainda firme
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
2 ovos grandes em temperatura ambiente, batidos ligeiramente
1 xicara de farinha de trigo
1/2 xícara de leite
500 g de amido de milho (maisena)
1 colher (chá) de noz moscada ralada
1 colher (chá) de erva-doce
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de casquinha de limão
1 colher (sopa) de fermento químico
Na batedeira, bata bem a manteiga até ficar cremosa. Junte aos poucos o açúcar e continue batendo até formar uma mistura aerada. Com a batedeira ligada, vá juntando os ovos, em fio, para formar uma emulsão. Se talhar, junte um pouco de farinha. Depois de colocar todo o ovo, desligue a batedeira. Junte, alternadamente, a farinha de trigo, o leite e a maisena, misturando com uma colher de pau ou espátula. Quanto a massa estiver homogênea, junte os temperos e o fermento. Misture bem e molde os biscoitos na máquina de moer carne, com a peça para biscoitos. Coloque-os em forma untada com manteiga e enfarinhada, leve ao forno pré-aquecido médio e deixe assar até começar a dourar.
Rende cerca de 150 biscoitos

Outra receita no mesmo caderno: diferença nas quantidades e na presença do coco ralado

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